Categoria: Educação

  • Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de ex-cotistas

    Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de ex-cotistas

    A criação de grupos de trabalho para acompanhar os egressos da política de ação afirmativa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) é um passo fundamental para avaliar a medida, afirmou o sociólogo Luiz Augusto Campos. Um dos principais pesquisadores do campo, ele é um dos organizadores do livro Impacto das Cotas: Duas Décadas de Ação Afirmativa no Ensino Superior Brasileiro, que faz um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições.

    “A Lei de Cotas não é uma política fim”, disse Campos. “Ninguém sonha com uma utopia no mundo em que cada pessoa tenha a sua cota. Ela é uma política meio para diminuir desigualdades no mercado [de trabalho]”, explicou o professor de sociologia e ciência política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp-Uerj).

    Na avaliação dele, se as cotas não tiverem impactos fora da universidade, significa que, como política pública, fracassaram. “E a gente só sabe esses impactos fora da universidade a partir das trajetórias dos egressos”, explicou. Ele classifica a ação da Uerj, de montar grupos com ex-egressos, a ponta mais importante na análise da política.

    Após 20 anos da adoção da medida pela universidade, de forma pioneira no país, em 2003, Campos faz coro à necessidade de atualização da lei estadual para ingresso na pós-graduação. A Uerj, ao contrário de outras universidades federais com cotas raciais, conjuga, além da autodeclaração racial como preto ou pardo, o critério socioeconômico para o ingresso, limitando a entrada aos candidatos com até R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família. O valor é considerado baixo, sobretudo, para as cotas sociais e raciais na pós-graduação.

    “Um estudante classificado como carente, de fato, não chega ao mestrado, quanto mais ao doutorado. E, se ele ganha uma bolsa, ele deixa de ser carente. Então, realmente as cotas na pós-graduação da Uerj não funcionaram”, analisou Campos.

    Os cotistas egressos dos cursos de graduação reunidos na universidade, no fim de novembro, mês da Consciência Negra, para discutir suas trajetórias, defenderam que o corte socioeconômico seja revisto, de modo que seja possível ampliar o número de pessoas pretas e pardas com acesso a esse nível mais alto de ensino.

    De acordo com  levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), uma associação civil sem fins lucrativos,  supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pessoas pretas são apenas 4,1% dos mestres e 3,4% dos doutores, enquanto pardos somam 16,7% e 14,9%, respectivamente. Os indígenas correspondem a apenas 0,23% das titulações de mestrado e 0,3% das de doutorado no país. Entre os anos de 1996 a 2021, 49,5% dos títulos de mestrado e 57,8% dos de doutorado foram obtidos por pessoas brancas.

    A Lei 8.121, de 2018, que estabeleceu a programação de ações afirmativas na Uerj e o corte socioeconômico, só será revista em 2028. Até lá, Campos defende que as universidades sejam usadas nos editais de ingresso e, com base na autonomia universitária, revejam as restrições. “Poucas coisas hoje são tão judicializadas como entrada em cursos de mestrado e doutorado, a universidade corre riscos, o ideal seria uma lei mais leniente com os limites socioeconômicos”, avaliou.

  • Sai lista de cursos superiores semipresenciais autorizados pelo MEC

    Sai lista de cursos superiores semipresenciais autorizados pelo MEC

    O Ministério da Educação (MEC) publicou na última sexta-feira (12) a Portaria nº 605/2025 com a lista oficial de cursos superiores em formato semipresencial, com as respectivas vagas previstas por ano para cada curso.

    A portaria tem o objetivo de garantir a transparência e a legalidade dos cursos oferecidos e pode servir como fonte de verificação para combater cursos falsos ou não autorizados pelo governo federal. Isso pode evitar, por exemplo, que estudantes paguem por diplomas que não terão validade oficial.

    Ao todo, a lista tem, 456 cursos superiores de bacharelado, licenciatura e tecnológico.

    O texto estabelece que as atividades presenciais desses cursos somente podem ser realizadas nos endereços que já estão cadastrados e aprovados no Cadastro e-MEC.

    A portaria é uma autorização inicial. As instituições de ensino que receberam essa autorização deverão solicitar o reconhecimento do curso em um momento futuro, conforme regras já existentes.

    Confira aqui o anexo da portaria com as instituições de ensino superior autorizadas a oferecer cursos de graduação em formato semipresencial.

    Novas regras

    Em maio deste ano, o Decreto Presidencial nº 12.456/2025 sobre a Nova Política de Educação a Distância (EAD), determinou que os cursos de graduação devem ser organizados nos formatos presencial; semipresencial; e à distância.

    Os cursos de graduação presenciais, semipresenciais ou a distância deverão ter a mesma duração (carga horária).

    Os cursos semipresenciais devem ter no mínimo 30% de atividades presenciais e 20% em atividades virtuais ao vivo (síncronas).

    As atividades presenciais dos cursos semipresenciais e a distância deverão ser realizadas na sede, em polos EAD ou em ambientes profissionais devidamente equipados para esse fim e sob supervisão acadêmica.

    Somente os cursos de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia devem ser oferecidos exclusivamente no formato presencial. Não é permitido que esses cursos sejam ofertados na modalidade de ensino a distância (EAD), nem no formato semipresencial.

  • Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor

    Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor

    Um romance, a redação de escola, uma poesia, uma carta de amor, um aviso simples deixado na porta da geladeira. Estariam todos esses textos ameaçados pelas ferramentas de inteligência artificial (IA)? Na avaliação do escritor Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, a perda da prática pode resultar em um retrocesso imensurável para a sociedade.

    No seu mais recente livro, “Escrever é humano: como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, o autor defende a necessidade de atenção e estímulo à prática. Rodrigues, que lança a obra em Brasília na próxima quinta-feira (18), defende que os robôs não conseguem se igualar às características humanas, embora haja o perigoso aprimoramento permanente das tecnologias generativas. 

    Ele diz que a IA ameaça atividades profissionais, mas o alerta está também em outra esfera de atenção. “Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual”.

    A ideia era fazer um manual, um guia que ajudasse as pessoas que estão começando, principalmente na escrita da ficção. Sou jornalista, mas sou romancista e contista. Essa era a parte que me interessava explorar. Eu tinha um blog chamado Todoprosa, que ficou no ar entre 2006 e 2016. Algumas das ideias desse livro nasceram lá. Eu aprofundei e retrabalhei. Quando apareceu essa inteligência artificial generativa, causou uma urgência maior. O livro ganhou também um foco diferente. A criatividade é o contrário do que a inteligência artificial faz. 

    Eu entendo que [escrever com criatividade] é tudo o que o robô não sabe fazer. O que o robô sabe fazer é uma imitação incrível, impressionante, da linguagem humana, mas sem nenhuma das dimensões que estão por trás da escrita criativa verdadeira. Não tem nenhuma perspectiva das tecnologias terem acesso a isso tão cedo, pelo menos enquanto não tiver uma consciência de si. 

     O livro trata sobre o que é escrever com ambição artística de fazer da linguagem o próprio espetáculo. Escrever é exclusivamente humano, assim como a arte é exclusivamente humana.

    A imitação da IA fica cada vez melhor. Daqui a pouco vai ser muito difícil distinguir. O fato é que não consigo conceber arte sem uma subjetividade por trás. Escrita tem que ter uma subjetividade de quem escreveu. Todo o resto é uma aparência, uma falsidade, mas que não é a essência do negócio. 

  • Acesso à educação avança no Brasil, mas sem atingir maioria das metas

    Acesso à educação avança no Brasil, mas sem atingir maioria das metas

    O acesso de crianças e adolescentes à escola no Brasil continuou avançando em 2024, mas sem atingir as metas para alguns indicadores definidas, em 2014, pelo Plano Nacional de Educação. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo etário de 6 a 14 anos, por exemplo, foi o único que se manteve no patamar de universalização do acesso.

    A parcela de crianças e adolescentes dessa faixa etária que frequentavam a escola em 2024 chegou a 99,5%. Em 2016, quando começou a série histórica dessa pesquisa, o percentual era de 99,2%, já considerada na faixa de universalização, segundo o IBGE.

    O país também deveria ter alcançado a meta de universalização no acesso à educação para outras duas faixas etárias de 4 e 5 anos e de 15 a 17 anos mas o percentual continua abaixo do pretendido.

    A parcela de crianças de 4 e 5 anos na escola chegou a 93,4%, em 2024. Em 2016, o percentual era 90%. Essa taxa subiu para 92,7% em 2019, caiu para 91,5% em 2022, e depois voltou a crescer para 92,9% em 2023.

    Os adolescentes de 15 a 17 anos na escola também atingiram o percentual de 93,4%, depois de subir de 86,9% em 2016 para 92,2% em 2022 e de apresentar uma queda para 91,9% em 2023.

    “Os dados da Pnad mostram claramente uma evolução da educação no Brasil, ao colocar as pessoas na escola. Mas, em alguns indicadores, ainda não chegamos ao desejado”, afirma o pesquisador do IBGE, William Kratochwill.

    Creches
    Outra meta prevista pelo PNE é matricular, até dezembro deste ano, no mínimo 50% das crianças com 3 anos de idade ou menos em creches e escolas. O percentual em 2024 chegou a 39,8%, partindo de 30,3% em 2016.

    Para atingir a meta até o fim deste ano, portanto, o acesso às creches precisaria crescer em ritmo mais rápido do que avançou nos oito anos anteriores.

    Nesse caso, no entanto, há um problema que não está diretamente ligado à ação do poder público. Segundo o IBGE, a maioria das famílias não coloca seus filhos pequenos na educação infantil porque não quer.

    Os dados da Pnad revelam que 63,6% das crianças de até 1 ano que não estão matriculadas em uma creche não têm acesso a um estabelecimento educacional por opção dos pais ou responsáveis.

    Creches
    Outra meta prevista pelo PNE é matricular, até dezembro deste ano, no mínimo 50% das crianças com 3 anos de idade ou menos em creches e escolas. O percentual em 2024 chegou a 39,8%, partindo de 30,3% em 2016.

    Para atingir a meta até o fim deste ano, portanto, o acesso às creches precisaria crescer em ritmo mais rápido do que avançou nos oito anos anteriores.

    Nesse caso, no entanto, há um problema que não está diretamente ligado à ação do poder público. Segundo o IBGE, a maioria das famílias não coloca seus filhos pequenos na educação infantil porque não quer.

    Os dados da Pnad revelam que 63,6% das crianças de até 1 ano que não estão matriculadas em uma creche não têm acesso a um estabelecimento educacional por opção dos pais ou responsáveis.

    Para a faixa de 18 a 25 anos, a meta é ter 33% cursando o ensino superior. No entanto, a taxa em 2024 era de apenas 27,1%. Mesmo somando os 4,2% que já tinham concluído um curso de graduação, o percentual (31,3%) ainda não atinge a meta.

    O restante dos jovens nessa idade estava cursando ainda a educação básica (4,1%) ou não frequentava nenhuma escola ou universidade (64,6%). Mesmo não tendo atingido a meta, é possível ver que a frequência líquida dessa faixa etária tem apresentado aumentos desde 2017, quando era 22,4%. Em 2023, era 25,9%.

    Analfabetismo
    A taxa de analfabetismo para pessoas com 15 anos ou mais continua em queda no país. A meta do PNE é que o indicador seja de, no máximo, 6,5%, o que já havia sido conquistado em 2017, quando chegou aos 6,5%. Em 2024, a taxa ficou em 5,3%, abaixo dos 5,4% de 2023.

    Segundo o IBGE, ainda havia 9,1 milhões de pessoas analfabetas no país no ano passado. Há ainda, segundo o instituto, um passivo de analfabetismo do passado, uma vez que, entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade, a taxa é de 14,9% ainda assim, inferior aos 20,5% de 2016.

  • Estudantes de escolas públicas aumentam presença nas universidades

    Estudantes de escolas públicas aumentam presença nas universidades

    Estudantes que cursaram o ensino médio exclusivamente em escolas públicas têm aumentado sua presença nas universidades brasileiras. A constatação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa mostrou que, em 2024, entre as pessoas que frequentam ou já frequentaram um curso de graduação no país, 72,6% fizeram todo o ciclo do ensino médio em uma instituição pública de educação. Em 2016, esse percentual era de 67,8%, segundo o IBGE.

    O mesmo foi observado para o grupo de pessoas que frequentam ou já frequentaram algum curso de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado). O percentual de pessoas que chegaram a esse nível de escolaridade depois de cursar todo o ensino médio em escola pública subiu de 52,2% em 2016 para 59,3% em 2024.

    Segundo a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy, é provável que isso seja resultado de políticas públicas que estimularam o acesso de egressos de escolas públicas a universidades.

    “Sem essas políticas, [essas pessoas] não estariam no ensino superior ou teriam dificuldades maiores de acessá-los”, afirmou Adriana. “Seja via política de cotas [para acesso a universidades públicas], seja por meio de programas de financiamento desses estudantes na rede privada, como o ProUni e o Fies”.

    A Pnad mostrou também que 31,3% dos jovens de 18 a 24 anos já tinham concluído a faculdade ou estavam cursando o ensino superior, em 2024.

    Nesse mesmo ano, 20,5% das pessoas com 25 anos ou mais tinham concluído o ensino superior, acima dos 15,4% de 2016.

    Além disso, 4,2% tinham ensino superior incompleto (seja porque abandonaram ou porque ainda estavam cursando a graduação), também acima do percentual de 2016 (3,6%).

    O restante das pessoas com 25 anos ou mais, em 2024, tinham o ensino médio completo (31,3%), o ensino médio incompleto (4,9%), o ensino fundamental completo (7,4%), o ensino fundamental incompleto (26,2%) ou não tinham qualquer instrução (5,5%).

    Em 2016, os percentuais eram: o ensino médio completo (27,2%), o ensino médio incompleto (4,2%), o ensino fundamental completo (9,2%), o ensino fundamental incompleto (33,1%) e não tinham qualquer instrução (7,3%).

    Ou seja, as pessoas com 25 anos ou mais que tinham completado pelo menos a educação básica obrigatória subiu de 46,2% em 2016 para 56% em 2024.

    Percentual de escolaridade das pessoas de 25 anos ou mais. Fonte: IBGE
    Grau de escolaridade20162024
    Ensino superior completo15,4%20,5%
    Ensino superior incompleto3,6%4,2%
    Ensino médio completo27,2%31,3%
    Ensino médio incompleto4,2%4,9%
    Ensino fundamental completo9,2%7,4%
    Ensino fundamental incompleto33,1%26,2%
    Sem instrução7,3%5,5%

    Em recorte por sexo, os dados indicam que tinham concluído a educação básica 54% dos homens e 57,8% das mulheres. Na análise por cor ou raça, os percentuais eram de 63,4% para os brancos e de 50% para os negros (pretos ou pardos).

    A média de anos de estudo no Brasil subiu de 9,1 anos em 2016 para 10,1 anos em 2024. Entre os homens, esse indicador cresceu de 8,9 para 9,9 anos, no período. Entre as mulheres, o crescimento foi de 9,2 para 10,3 anos.

    Entre os brancos, a média de anos de estudo cresceu de 10,1 para 11 anos. Na população negra, o avanço foi maior, ao passar de 8,1 anos em 2016 para 9,4 em 2024.

    Trabalho e estudo
    A Pnad analisou ainda o grupo de pessoas com 15 a 29 anos que se dedicavam ao estudo e ao trabalho. Nessa faixa etária, 16,4% trabalhavam e estudavam (ou se qualificavam), 39,9% trabalhavam mas não estudavam (ou se qualificavam), 25,3% estudavam (ou se qualificavam) mas não trabalhavam e 18,5% não estudavam (ou se qualificavam) nem trabalhavam.

    Percentual de jovens que trabalham e/ou estudam. Fonte: IBGE
    Trabalham e estudam16,4%
    Trabalham e não estudam39,9%
    Estudam e não trabalham25,3%
    Não estudam nem trabalham18,5%

    A população que não estuda nem trabalha representou 8,9 milhões dos 48 milhões de jovens nessa faixa etária. Apesar disso, os dados do IBGE mostram queda da participação desse grupo no total de pessoas nessa idade, já que representavam uma parcela de 22,4% em 2019, de 20% em 2022 e de 19,8% em 2023.

    Dos 8,7 milhões de jovens de 14 a 29 anos não haviam completado o ensino médio em 2024, por terem abandonado a escola ou por nunca a terem frequentado. O número é menor do que o observado em 2023 (9,3 milhões).

    O principal motivo para o abandono da escola ou para nunca tê-la frequentado, nessa faixa etária, foi a necessidade de trabalhar (42%), seguido pela falta de interesse (25,1%). Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi o motivo de abandono da escola de 53,6% deles. Entre as mulheres, a necessidade de trabalhar (25,1%) divide o topo dos motivos de abandono com a gravidez (23,4%).

    A pesquisa mostra ainda que a necessidade de realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas foi o motivo de abandono para 9% das mulheres. Entre os homens, apenas 0,8% apontaram essa razão para abandonar os estudos.

  • Inscrições para segunda fase do Revalida 2025 começam nesta segunda

    Inscrições para segunda fase do Revalida 2025 começam nesta segunda

    As inscrições para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) de 2025 começam nesta segunda-feira (9) e terminam na sexta (13). Para participar, é necessária a aprovação na primeira etapa do exame, realizada em março, que compreendeu as provas objetivas e discursiva.

    A inscrição online deve ser feita na Página do Participante, no Sistema Revalida.

    Também podem participar do exame os candidatos aprovados nas primeiras fases das duas edições do Revalida do ano passado, mas que foram reprovados na segunda etapa.

    De acordo com o edital, publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do exame, o valor da taxa de inscrição, relativa à segunda etapa do Revalida 2025, é de R$ 4.106,09 e deverá ser paga até 15 de junho.

    As cidades de aplicação da segunda etapa do exame, bem como a quantidade de vagas disponíveis, serão informadas ao participante no Sistema Revalida, no ato da inscrição.

    Ao se inscrever, o candidato deverá escolher a cidade onde fará a prova e poderá, se necessário, solicitar atendimento especializado e tratamento pelo nome social, direito exclusivo de participantes travestis, transexuais ou transgêneros que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente conforme a identidade de gênero.

    Provas
    A prova de habilidades clínicas desta segunda etapa será realizada em 19 e 20 de julho.

    A avaliação envolverá situações-problema e apresentação de casos, e os participantes deverão realizar tarefas específicas das cinco grandes áreas: clínica médica; cirurgia geral; pediatria; ginecologia e obstetrícia; medicina da família e comunidade – saúde coletiva.

    Nos dois dias de aplicação do exame, a prova de habilidades clínicas prevê a passagem do participante por um conjunto de dez estações, onde deverá demonstrar suas competências no exercício profissional.

    O participante percorrerá um conjunto de cinco estações no primeiro dia de prova e cinco estações no segundo dia.

    Em cada estação, os profissionais terão, no máximo, dez minutos para realizar as tarefas exigidas. A avaliação envolverá situações-problema e apresentação de casos, tendo como referência os conteúdos, as habilidades e competências dos grandes eixos de formação e do exercício profissional. A contagem do tempo de duração de cada estação começa a partir do sinal sonoro que autoriza a entrada dos candidatos nas salas de aplicação do exame.

    Cada estação da prova de habilidades clínicas será pontuada de zero a dez pontos, implicando nota máxima de 100 pontos, se somadas os resultados de todas as dez estações.

    Revalidação de diploma
    O Revalida avalia profissionais brasileiros e estrangeiros formados em medicina fora do Brasil que querem exercer a profissão em território nacional. O objetivo do exame é garantir a qualidade do atendimento médico prestado no país.

    Composto por duas etapas (teórica e de habilidades clínicas), o exame é necessário no processo de revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior.

    As referências são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina e nas normas relacionadas à atividade profissional.

    Em caso de aprovação na segunda etapa do Revalida 2025/1, o participante deverá apresentar à universidade parceira reavalidadora do diploma a documentação exigida pela instituição de ensino superior.

  • Prazo de inscrição no Enem é prorrogado para o dia 13 de junho

    Prazo de inscrição no Enem é prorrogado para o dia 13 de junho

    O Ministério da Educação anunciou neste sábado (7) a prorrogação das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. Inicialmente programadas para encerrar na sexta-feira, dia 6 de junho, as inscrições agora podem ser feitas até o dia 13 de junho.

    Com isso, o pagamento da taxa de inscrição pode ser feito até o dia 18 de junho. Já os pedidos de tratamento por nome social e solicitações de atendimento especializado devem ser feitos até o dia 13 de junho, mesma data em que se encerram as inscrições.

    Em sua rede social, o Inep publicou um vídeo com o tutorial de como fazer a inscrição.

    Inscrições
    Os participantes que tiveram os pedidos de isenção da taxa de inscrição e as justificativas de ausência em 2024 aprovados pelo Inep precisam se inscrever no exame.

    Os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, mesmo com a inscrição pré-preenchida automaticamente, precisam atualizar os dados solicitados e confirmar a inscrição para garantir a participação nesta edição. Esses candidatos não pagarão a taxa de inscrição. A medida pretende estimular a participação desse público no Enem e facilitar o processo de inscrição.

  • Semana Mundial do Brincar agita escolas de Mesquita

    Semana Mundial do Brincar agita escolas de Mesquita

    Ensino e diversão se encontram na Semana Mundial do Brincar, campanha abraçada pelas escolas municipais de Educação Infantil de Mesquita. Todos os anos, durante a última semana de maio, as unidades preparam uma programação repleta de atividades lúdicas voltadas para o desenvolvimento das habilidades e conteúdos trabalhados em sala de aula.
    Celebrada internacionalmente, a Semana Mundial do Brincar busca enaltecer a importância do lazer para o crescimento da criança. Em 2025, a temática adotada pela campanha foi “Proteger o Encantamento das Infâncias”. Cada escola da Educação Infantil da rede pública municipal trabalhou as descobertas da primeira fase da vida a partir de dinâmicas práticas.
    Na EMEI Herbert José de Souza, em Rocha Sobrinho, as brincadeiras planejadas envolviam o primeiro contato com as letras e com os elementos da natureza, como folhas, frutas, legumes e água, entre outros. Seguindo essa proposta, estudantes do berçário à pré-escola produziram acessórios e pinturas utilizando esses ingredientes, assistiram à contação de histórias de livros infantis, entre outras atividades no decorrer da semana.
    Apesar de estarem inseridas na campanha da Semana Mundial do Brincar, ações como essa já fazem parte do currículo escolar. Isto em toda a rede pública municipal de ensino. “Eu enxergo a Semana do Brincar como uma celebração do trabalho que a gente já realiza, buscando estimular o uso dos cinco sentidos e o interesse pela leitura de forma prazerosa e contínua”, explica Daniele Boechat, diretora da escola.

  • Inscrições para cursos gratuitos do IFRJ Teresópolis terminam neste sábado

    Inscrições para cursos gratuitos do IFRJ Teresópolis terminam neste sábado

    Terminam no próximo sábado (7/06) as inscrições para os cursos de Assistente Administrativo, Gestão de Projetos Ambientais e de Formação Inicial e Continuada de Professores de Ciências Naturais oferecidos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Teresópolis. 
    A Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores (FIC) é um processo de ensino e aprendizagem voltado à formação de trabalhadores para sua inserção ou reinserção no mundo do trabalho, visando ao exercício profissional. A classificação dos candidatos se dará por meio de três tipos de vagas: para Pessoa com Deficiência (PcD); para os que se autodeclararem negros (pretos ou pardos), indígenas ou quilombolas; e para a ampla concorrência.
    As inscrições presenciais devem ser feitas na Escola Municipal Maçom Lino Oroña (Rua Prefeito Sebastião Teixeira, 220, Várzea), de quarta a sexta, das 14h às 20h, e aos sábados, das 9h às 13h.

  • Provas do Enade serão aplicadas em outubro e novembro

    Provas do Enade serão aplicadas em outubro e novembro

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou o edital do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2025. O exame avalia os cursos de graduação (bacharelados, licenciaturas e superiores de tecnologia) no país.

    Este ano, as provas serão realizadas em três datas:

    19 de outubro, para os cursos de medicina;
    26 de outubro, para os de licenciatura; e
    23 de novembro, para os de bacharelado e cursos superiores de tecnologia.
    O exame é obrigatório e voltado para avaliar o desempenho dos concluintes em relação aos conteúdos programáticos, às habilidades e às competências adquiridas ao longo da formação.

    Serão avaliados os cursos de licenciatura das seguintes áreas: artes visuais, ciências biológicas, ciências sociais, computação, educação física, filosofia, física, geografia, história, letras (inglês, português, português e espanhol, português e inglês), matemática, música, pedagogia e química.

    Já entre os cursos de bacharelado, estão incluídos: administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, medicina, psicologia, publicidade e propaganda, e relações internacionais.

    Para os cursos superiores de tecnologia, o exame abrangerá as áreas de design gráfico, gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, marketing e processos gerenciais.